O Consórcio Intermunicipal Grande ABC avançou nesta quarta-feira (26) na construção de uma estratégia regional para ampliar a oferta de atendimento em ortopedia de alta complexidade. A discussão ocorreu durante a Assembleia de Prefeitos de agosto, realizada em Diadema, com a presença dos gestores dos sete municípios, e deve resultar em um projeto a ser apresentado ao Governo de São Paulo.
A medida interessa diretamente aos moradores que dependem da rede pública de saúde na região e enfrentam espera por consultas, procedimentos e cirurgias ortopédicas. Um levantamento apresentado durante a reunião aponta que aproximadamente 15 mil pessoas aguardam atendimento relacionado a problemas de ortopedia no Grande ABC.
A proposta é utilizar a estrutura já existente na rede estadual para avaliar a capacidade de atendimento e identificar os principais gargalos. Entre as unidades que deverão ser analisadas estão o Hospital Estadual Serraria e o Hospital Estadual Mário Covas, considerando tanto a estrutura física quanto a disponibilidade de equipes especializadas.
O objetivo é verificar se os hospitais têm condições de absorver a demanda regional com ampliação dos serviços ou se será necessário criar um equipamento específico voltado à ortopedia de alta complexidade.
O presidente do Consórcio ABC e prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi, afirmou que os dados levantados pelo Grupo de Trabalho de Saúde serão utilizados para elaborar uma proposta conjunta. A intenção é apresentar ao Estado um diagnóstico que considere a demanda atual e a capacidade instalada nos hospitais.
A estratégia também pretende evitar que a discussão fique restrita a medidas emergenciais. Segundo o Consórcio, a proposta deverá estabelecer uma política pública permanente para a área, com planejamento regional para o atendimento de pacientes que precisam de procedimentos de maior complexidade.
Anfitrião da reunião, o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi, ressaltou a necessidade de uma atuação integrada entre os municípios diante do volume de pacientes que aguardam atendimento. A avaliação dos prefeitos é que uma resposta regional pode organizar melhor a oferta de serviços e distribuir a demanda entre as estruturas disponíveis.
A iniciativa integra um processo mais amplo de regionalização da saúde no Grande ABC. Enquanto uma estrutura regional mais abrangente não é implantada, o Consórcio pretende avançar na integração de especialidades que concentram maior procura e buscar, junto ao Governo do Estado, alternativas para reduzir as filas e ampliar a capacidade de atendimento.

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