Os furtos de hidrômetros dispararam no Grande ABC em 2026 e já provocaram 1.746 ocorrências entre janeiro e julho, segundo levantamento da Sabesp. O número é 78% maior que os 981 casos registrados no mesmo período de 2025 e mais que dobrou em relação a 2024, quando foram contabilizados 858 furtos.
O problema afeta diretamente moradores que podem ficar temporariamente sem a medição regular do consumo de água e ainda enfrentar vazamentos, desperdício de água tratada e danos às instalações hidráulicas dos imóveis. A retirada do equipamento também exige providências para que a medição e o faturamento voltem à normalidade.
Santo André lidera o número de ocorrências neste ano, com 845 furtos, seguida por São Bernardo do Campo, com 482, e Diadema, com 342. As três cidades concentram cerca de 96% dos registros contabilizados pela companhia na região entre janeiro e julho.
São Bernardo apresenta o crescimento mais acentuado. O município passou de 101 ocorrências nos sete primeiros meses de 2025 para 482 neste ano, uma alta de 377%. Em Diadema, os casos aumentaram de 133 para 342, crescimento de 157%.
Em Santo André, o número subiu de 656 para 845 ocorrências, alta de 29%. Já Ribeirão Pires teve 59 registros e Rio Grande da Serra, 18. Os dois municípios apresentaram redução na comparação com o mesmo período do ano passado.
A Sabesp destaca que também é afetada pelos furtos e mantém atuação conjunta com as forças de segurança, compartilhando informações que possam auxiliar na identificação dos responsáveis. Para os moradores, a orientação é comunicar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 ao identificar movimentações suspeitas ou presenciar uma ocorrência.
Imagens de câmeras de segurança também podem ser encaminhadas às autoridades e contribuir para a investigação dos crimes.
Para reduzir a vulnerabilidade dos equipamentos, a companhia recomenda a utilização da Caixa UMA, dispositivo desenvolvido para proteger o hidrômetro contra vandalismo e ação do tempo, além de facilitar a leitura mensal do consumo.
Quem tiver o hidrômetro furtado deve registrar um Boletim de Ocorrência e, em seguida, comunicar a Sabesp para solicitar a reinstalação. O atendimento pode ser feito pela Central 0800 055 0195, pelo WhatsApp (11) 3388-8000 ou pela Agência Virtual da companhia.
Com a apresentação do BO, a substituição do equipamento é gratuita. Sem o documento, o consumidor poderá ser responsabilizado pelo custo do novo hidrômetro, conforme as regras da Arsesp.
O prazo regulatório para reposição é de até 48 horas, embora a Sabesp informe que busca realizar o serviço em período inferior. Enquanto o imóvel estiver sem o medidor, a conta de água é calculada com base na média do consumo anterior ao furto. Depois da instalação do novo equipamento, a cobrança volta a considerar o volume efetivamente registrado.
A companhia também esclarece que São Caetano do Sul e Mauá não fazem parte de sua área de atendimento direto. Nesses municípios, a Sabesp atua no fornecimento de água por atacado, portanto moradores que tiverem hidrômetros furtados devem procurar as concessionárias responsáveis pelo abastecimento local.
O avanço dos furtos preocupa não apenas pelo prejuízo causado aos proprietários dos imóveis. A retirada irregular dos medidores pode provocar perda de água tratada e comprometer instalações, ampliando os impactos de um crime que atinge simultaneamente consumidores e o sistema de saneamento.
Diante do crescimento das ocorrências, a orientação é que moradores reforcem a atenção nas proximidades dos imóveis e acionem as autoridades diante de qualquer atividade suspeita. A comunicação rápida e o compartilhamento de imagens podem ajudar na identificação dos responsáveis e na redução de novos casos.

Comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo.
Seja o primeiro a comentar!