Santo André avalia criação de SAF para modernizar gestão e ampliar investimentos no futebol

Conselho Deliberativo votará proposta de empresa interessada em assumir 90% do departamento de futebol do Ramalhão


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O Esporte Clube Santo André terá nesta quinta-feira (27) uma reunião que pode marcar uma mudança importante na administração do futebol do clube. O Conselho Deliberativo se reunirá em sessão extraordinária, às 19h, para analisar a proposta de criação e aquisição de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) por uma empresa cujo nome ainda não foi divulgado.

A votação poderá definir o próximo passo para a reorganização financeira e esportiva do Ramalhão. Caso a proposta seja aprovada pelos 125 integrantes do Conselho Deliberativo, o projeto ainda precisará passar pela análise dos associados em assembleia.

A criação da SAF ocorre em um momento de recuperação judicial do clube, o que acrescenta outras etapas ao processo. Mesmo com a aprovação interna, a operação dependerá também da autorização judicial antes de ser efetivamente concretizada.

“É um processo que, mesmo aprovado pelo Conselho Deliberativo e pelos associados, ainda levará um período para ser concretizado. Como o clube está em recuperação judicial, a SAF depende da aprovação de um juiz também. Tem todo um trâmite”, explicou o presidente do Santo André, Celso Luiz de Almeida.

Pela proposta apresentada, a futura empresa ficaria responsável por 90% do departamento de futebol, enquanto os 10% restantes permaneceriam vinculados ao clube. A área social do Esporte Clube Santo André, por sua vez, continuaria sob administração da associação.

A direção vê o modelo como uma alternativa para ampliar as fontes de receita, profissionalizar a gestão e aumentar a capacidade de investimento no futebol. A expectativa é que uma estrutura empresarial permita ao clube buscar maior estabilidade financeira e condições para competir em um cenário de custos cada vez mais elevados.

Segundo Almeida, a mudança também está relacionada às dificuldades enfrentadas por clubes de porte semelhante ao Santo André. Para o dirigente, o aumento das despesas e dos investimentos necessários para manter uma equipe competitiva tornou mais difícil sustentar o modelo tradicional de administração.

“A SAF é vista como alternativa para alcançar maior sustentabilidade e ambição esportiva”, afirmou o presidente.

A proposta colocará o Santo André diante de uma decisão semelhante à tomada por outras equipes tradicionais do futebol paulista. Botafogo-SP, Ferroviária e Portuguesa estão entre os clubes do estado que já aprovaram a transformação para o modelo de SAF.

O Juventus, da Mooca, também aprovou recentemente a criação da estrutura empresarial, ampliando o grupo de clubes tradicionais de São Paulo que buscam alternativas para reorganizar suas administrações e aumentar a capacidade de investimento no futebol.

A reunião desta quinta-feira, portanto, não representa a conclusão do processo, mas pode abrir oficialmente o caminho para a transformação do departamento de futebol do Ramalhão. Depois do Conselho, os associados e, posteriormente, a Justiça terão papel decisivo na eventual implantação da SAF.

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